quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

SL Benfica e a UEFA Champions League - Porque falharam?

Jogos de sorte e azar!

Em primeiro lugar há que dizer que a equipa do Sport Lisboa e Benfica termina o grupo com 10 pontos. 10 pontos, num ano dito "normal", serviria perfeitamente para qualificar o vice-campeão português para os 1/8 de final da "liga milionária".

E, caro leitor, porque não conseguiram? Há aqui uma ponta de "karma" neste 3º lugar e consequente queda para a menos prestigiada e menos milionária UEFA Europa League. 

Roberto. Saviola. Recordar-se-ão os benfiquistas? Estou certo que Jorge Jesus não dará os seus nomes a nenhum dos seus animais de estimação. Embora tenha acreditado em Roberto, Jesus não deu qualquer margem de manobra ao espanhol para que este conseguisse estabilizar nem conseguiu, através do seu discurso polido e coerente, cativar o 3ª anel para que dessem algum desconto ao pobre guarda-redes que o clube investiu e trouxe a "preço de saldo". E "prontes", em Atenas foi o que se viu. Exibição de garra, como se tratasse do último jogo da carreira ou mesmo do mais importante (e será que não foi?), fizeram com que os encarnados trouxessem na bagagem da Grécia apenas uns pins para colar no frigorífico. Quanto a pontos, ficámos conversados.

Já relativamente a Saviola, é um dos casos recorrentes de ingratidão de um jogador perante o clube. Ou será vice-versa? Já estou baralhado! Então o rapaz está presente no último título nacional festejado na Luz, foi eleito jogador do mês de Dezembro (de 2009) pelo Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, contribuiu para o mais eficaz ataque das maiores ligas europeias, e mesmo assim, em Agosto de 2012, numa medida visionária, Luís Filipe Vieira fez "orelhas-moucas" à grande maioria da massa adepta do clube e rescinde com Javier Saviola, deixando o argentino sair a CUSTO ZERO para o Málaga CF de Espanha, tendo pago pelo jogador em 2009, cerca de 5M €. 

E como o "Karma" é uma ... que vai e volta, ontem voltou e logo a duplicar - arrumou com o SL Benfica da UEFA Champions League.

Ainda ontem, na fisioterapia, comentava com pessoas amigas que o Futebol Português é uma indústria profissional, com jogadores, treinadores, equipas médicas e de fisioterapia, scouting e gerido por uma gama de gestores (!?) amadores e cujos objectivos são delineados a curto prazo e com o protagonismo como ponto de honra. Será que os erros continuarão a ser varridos para debaixo do tapete, ou servem para aprender?


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